»
Defeitos Mecânicos nas impressoras convencionais
7ª PARTE DO CURSO DE MANUTENÇÃO DE IMPRESSORAS
As impressoras convencionais possuem três grupos básicos para a impressão: transporte do papel; movimento do cabeçote e sistema de entitamento.
TRANSPORTE DO PAPEL: o controle de papel deve ser preciso e consistente. É uma operação delicada porem realizada com desenvoltura por dois tipos básicos de mecanismo os movidos a fricção ou movidos a cremalheira ou roda dentada.
TRANSPORTE POR FRICÇÃO: neste caso a folha entra na impressora através de uma guia metálica ou plástica. Esta guia facilita e dirige a entrada do papel no sistema de transporte, onde um ou mais rolos de pressão pressiona o papel contra o rolo de tração. Para saída o papel outro rolo de pressão é colocado ao ponto final de contato entre o papel e o rolo de pressão.
Este sistema de transporte é utilizado em algumas impressoras de impacto e em todas as demais impressoras.
TRANSPORTE POR CREMALHEIRA: este sistema conta alem da fricção com uma serie de furos feitos nos dois lados do papel, que é chamado comumente ( formulário continuo ). Esses furos são chamados de remalina e se encaixa perfeitamente na cremalheira. Este tipo de impressora pode trabalhar por horas sem necessitar de reposição de papel.
MOVENDO PAPEL
Há dois conjuntos envolvidos na movimentação do papel o mecânico e o elétrico.
Conjunto mecânico: constituído por um motor elétrico que movimenta um conjunto de engrenagens, polias, correias e rolos de pressão. O motor é tipo passo com quatro fases ou pólos. O motor de passo movimenta-se tanto para frente quando para trás, diferente dos motores de escova utilizados em ventiladores pro exemplo que gira continuamente em uma única direção.
Conjunto elétrico: abrange todos os circuitos de controle e acionamento usados para tracionar o papel. Inclui o motor de alimentação e sua placa de controle.
PROBLEMAS NO SISTEMA DE TRANSPORTE DO PAPEL
Os problemas mais comuns são: o papel não avança ou avança intermitentemente; papel enrola na cremalheira ou se solta dela; papel escorrega ou se move errado; papel amassa ou rasga ao ser movido.
O papel não avança ou avança intermitentemente: verifique primeiramente se todas as polias e engrenagens movimentam-se livremente se não há nenhuma peça quebrada. Remova objetos estranhos e realinhe peças tortuosas.
Se o sistema de alimentação estiver perfeito o próximo passo é analisar o motor de alimentação e seus circuitos. Desligue a impressora retire da tomada e examine as conexões, se suspeitar de alguma ligação, meça com um multímetro. Pode ser necessário desligar uma das pontas do cabo de alimentação do motor para evitar medição de falsa continuidade. Substitua cabos suspeitos.
Se ainda persistir o problema o causador pode ser o motor propriamente dito ou seus circuitos, para tirar a duvida messe os sinais elétricos que chegam no motor. A figura abaixo exemplifica como fazer a medição com o multitester: a resistência deverá ficar entre 40 a 80 Ohms e a tensão entre os pinos centrais (5e6) deve ser de aproximadamente 24V. Se essas medições não estiverem corretas deverá chegar os circuitos que fornecem a tensão. Com a ajuda de um osciloscópio você poderá testar o motor, com a impressora ligada faça uma impressão de autoteste e verifique, se a onda for igual ao do desenho abaixo o problema estará no motor, caso seja diferente estará no circuito de controle.
Papel enrola na cremalheira ou se solta dela: este tipo de problema ocorre devido a falta de coordenação entre a movimentação do rolo de fricção e da cremalheira. Se os rolos estiverem em velocidades diferentes o papel pode ser “massacrado” entre eles.
Remova todos sos restos de papel, etiquetas ou poeira que estiver depositado no mecanismo. Verifique cuidadosamente se as engrenagens estão com todos os dentes em bom estado, sem quebras ou desgastes acentuados. Pois isso poderá fazer com que o ponto entre as engrenagens se perca durante o tracionamento, o que poderia afetar a coordenação entre os rolos. Qualquer parte danificada ou desgastada devera ser substituída ou reparada.
Papel escorrega ou se move errado: o sistema de transporte é projetado para trabalhar com uma certa espessura e peso de papel. Papeis mais finos, mais grossos ou mais lisos que o previsto não vão ser transportados adequadamente. Portanto deve-se utilizar papeis diferentes somente após o teste com o papel recomendado pelo fabricante. Se o problema persistir mesmo com o papel padrão, tente mover manualmente o mecanismo de tração, observando o trabalho das engrenagens, rolos e polias.
Alguns sistemas de tracionamento dispõe de um sistema de ajuste de pressão aplicada pelos rolos sobre o papel. Se for este o caso, pode ser que um ajuste na pressão melhore a performance do sistema.
Papel amassa ou rasga ao ser movido: no sistema de cremalheira isto é raro acontecer, se estiver ocorrendo é sinal que algo esta errado.
Verifique se o sistema de alimentação do papel está sendo feito sem dificuldades.
Se o papel estiver amassando entre o sistema de tração e o sistema de impressão é sinal de que não esta havendo boa coordenação entre os diversos rolos de transporte. Verifique se a impressora possui dois sistemas de arrasto de papel, com cremalheira ou empuxo este ultimo é utilizado para alimentação de folhas soltas, para isso existe uma alavanca lateral que fará acionar um dos sistemas.
Movimento do cabeçote: o sistema de cabeçote deve ser bem projetado, pois ele precisa mover-se a uma velocidade controlada na hora certa e em distância medidas em milésimos de milímetros.
Mecânica de transporte de cabeçote: o coração do sistema é um motor de passo que pode ser movimentado nas duas direções com precisão e controle. Os sinais da placa controladora comandam o motor de passo que aciona uma polia de tração, diretamente ou através de um jogo de engrenagens. A correia dentada é conectada a base onde é montado o cabeçote, que é movido juntamente com a correia dentada quando esta é acionada.
O cabeçote é ligado à placa controladora através de um cabo chato “flat Cable”. Veja figura abaixo.
Controlando a posição do cabeçote: existem duas técnicas básicas para controlar a posição horizontal do cabeçote; através da leitura de uma fita de posicionamento ou através de um sensor de fim de curso.
Fita de posicionamento: nada mais é que uma dita de plástico transparente com marcas espaçadas regularmente. A medida em que o cabeçote vai se movimentando um sensor ótico acoplado á base do cabeçote transmite sinais para a placa lógica, que vai contanto os pulsos elétricos para calcular a distância percorrida pelo cabeçote.
Sensor de fim de curso: um sensor ótico estrategicamente posicionado, quando o cabeçote passa por ele a controladora “sabe” que o motor está no ponto zero e calcula os movimentos do cabeçote a partir deste ponto. Modelos simples utilizam somente este controle, os mais precisos também utilizam as fitas controladores.
Percebe-se, portanto que a parte mecânica de transporte do cabeçote é simples.
Problemas no movimento do cabeçote: o primeiro passo é verificar se o problema é de origem mecânica ou eletrônica. Abaixo o fluxograma ajuda a chegar a esta conclusão.
• verifique se há obstrução mecânica no curso do cabeçote ou peças defeituosas.
• Alinhe peças que estejam desalinhadas, lembrando que o eixo de suporte do cabeçote deve ficar paralelo á superfície do papel.
• Mova suavemente o carro de transporte para a frente e para trás, verificando se o movimento está livre.
• Inspecione a fixação das partes mecânicas: parafusos devem estar perfeitamente apertados.
• A correia dentada deve ser substituída se estiver desgastada ou frouxa.
• Certifique-se de que a base de suporte do cabeçote esteja perfeitamente fixada á correia dentada.
• Examine a fiação e os conectores do motor verificando com um multímetro a continuidade dos fios e conectores.
Se tudo estiver em ordem até aqui, significa que o problema é de origem eletrônica.
• Meça a tensão de alimentação do motor que deve estar do esperado – geralmente alguma coisa em torno de +24v, mas que pode variar conforme modelo.
• Verifique com o osciloscópio os sinais enviados ao motor durante a impressão de uma série de pontos ou traços.
• Depois de fazer essas verificações básicas, pode ocorrer podem permanecer dois problemas mais comuns.
• O avanço do cabeçote não funciona ou o faz intermitentemente.
• O cabeçote funciona mas não fica na posição correta.
No primeiro caso devemos ligar a impressora em um computador com um drive instalado, e peça a impressão de uma folha de teste que consiste em uma serie de pontos ou traços. Simultaneamente verifique com um osciloscópio a forma de onda de sinal recebido no motor de avanço do cabeçote. Se os sinas estiverem ausentes ou fora do esperado é sinal de que a placa controladora esta defeituosa e deve ser substituída ou reparada. Se os sinais estiverem dentro do esperado, o próximo suspeito é o motor.
Para um diagnostico rápido, basta desligar a impressora desconectar os fios de ligação do motor, medir sua resistência interna com o uso de um multímetro. As medições nos pontos marcados “R” devem ficar entre 10 e 20 ohms, o importante é verificar se as medidas ficam praticamente iguais entre si; se isso não acontecer, pode indicar que um ou mais enrolamentos estão com problemas. Se a medição em uma delas estiver muito alta, significa que aquele enrolamento pode estar interrompido. Se estiver muito baixa, indicara um enrolamento em curto circuito. Qualquer anormalidade encontrado neste ponto de verificação o ideal é trocar o motor.
No segundo caso o espaçamento das letras ou figuras fica irregular, distorcendo a imagem. Primeiramente verifique a correira dentada se esta gasta ou frouxa, inspecione as pulias e engrenagens. Verifique a fita de posicionamento se esta suja ou rompida se estiver suja limpe a fita com um pano macio ou embebido em álcool isopropilico de preferência. Verifique o sensor que controla o fim do curso da impressão.
PROBLEMAS NO TRANSPORTE DA TINTA: impressoras de impacto usam tintas a partir de uma fita de algodão ou poliéster. Impressoras térmicas existem as de contato direto ou as de transferência térmica. As de contato direto usam produtos químicos sensíveis ao calor. As de transferência térmica usam a tinta seca a base de cera impregnada em laminas plásticas ( os ribbons ). Impressoras jato de tinta usam tintas liquidas armazenada em cartuchos removível.